Devaneios no Volante

03Antes de mais nada, quero só fazer um adendo: quem for ler e comentar esse post, leia e comente também a nova página que coloquei no blog, “Auto-Biografia de uma Criança”, ali em cima do post, ó! Enfim, prossigo com o post de hoje.

Quem acompanha o blog ou me conhece já sabe que eu faço faculdade em São Carlos – SP, mas sou de Araraquara, que é cidade vizinha. Nessa sexta, 13 de Novembro, um dia depois do aniversário de meu caro amigo Bruno “Fade Comedor de Carniça Matador de Zumbi Sangue no Zóio Xiter no Perfect Dark e Parça Gamer desde 1996” Silva, voltei pra terrinha natal pra passar o final de semana. Enquanto isso, tá rolando uma festa boa pra caramba em São Carlos que não fui por escolha minha mesmo.

E às 3 da manhã, resolvi postar aqui, fato que venho querendo fazer há muito tempo, mas só fiz hoje porque tive um incentivo da Anninha, meu estepe da Rádio que só me ligava quando tinha problema, mas agora me liga pra contar dos peguetes dela também. Bacana, né? Apesar de eu ficar me sentindo boladão por que pareço amigo gay. Nem sou gay. Mas amigo eu sou, e prometi mandar um beijo pra ela nesse post, então to mandando agora. Beijo Anninha! Cretina!

Enfim, hoje a noite acabou cedo pra mim. Eu queria assistir 2012, mas o pessoal daqui não estava presente em massa então acabei indo comer comida árabe numa lanchonete aqui. De bucho cheio, minha noite acabou 23h. 23h. ONZE DA NOITE. Eu não voltava pra casa antes da meia noite numa sexta feira acho que desde 2007, quando troquei a sexta dos GAMES pela sexta dos BRODER (fato que me arrependo levemente em algumas noites de sexta, pra confessar).

Enfim, como eu tava de motorista da galera, à meu próprio pedido já que eu queria muito dirigir por aí, fiquei dirigindo depois de levar o pessoal pras respectivas casas. Passei na frente dos lugares badalados de Araraquara (que não passam de 3 ou 4), vi bastante gente e fiquei levemente puto. Levemente puto porque eram 23 e pouquinho da noite e eu já tava indo pra casa.

O bacana disso tudo é que eu gravei um CD novo que eu deixei no carro. E nele tem Lux Aeterna, do filme “Requiem para um Sonho” (Requiem for a Dream). É simplesmente a música mais tensa do universo (você vai pensar que não conhece, mas se “youtubar” e ouvir, vai reconhecer, aposto minha benga). E no que a música vai ficando tensa com os violinos, eu olhava pra rua. Aquela música foi capaz de transformar um momento comum como um cara tirando uma laranja de uma sacola plástica em um momento altamente dramático, já que no momento exato em que a intensidade do violino aumentou ele arrancou a laranja da sacola e deu uma lambida tristonha nas próprias beiças, desejando a fruta esférica como se fosse a última laranja que ele vai comer no último dia de vida dele na PRISÃO.

Enfim, muita gente diz que a minha mente é insana. E eu confirmo, é sim. Como disse o Pirata, um amigo meu na faculdade, hoje no bandeco: “E isso é o que ele põe pra fora… Imaginem o que ele filtra!”. Graças a Deus vocês não fazem idéia das bizarrices que passam pela minha mente e eu deixo guardada aqui só pra ANIMASSAO do meu coração. Acho que eu to num nível de imbecilidade que eu to fazendo show de humor particular pros meus órgãos internos e pros meus glóbulos brancos, retendo um milhão de piadas sujas e boas em momentos que ninguém está do meu lado para ouvir.

Enfim, acabando Lux Aeterna voltei à pasta de Sambô pra ouvir Logical Song. Enquanto isso, eram quase 23:30 e eu ainda estava na rua. E realmente comecei a pensar no que a música diz: sobre o quanto a vida é maravilhosa no início, mas depois a humanidade e o mundo fazem com que passemos a ver as coisas de maneira lógica, racional e crua. A vida perde a sua magia e o seu encanto, e a gente acaba se tornando, no literal, vazios. E a gente perde a nossa identidade, e como diz a música,

“There are times when all the world’s asleep
The questions run too deep
For such a simple man
Won’t you please, please tell me what we’ve learned
I know it sounds absurd
But please tell me who I am”.

E meu cerebelo paralítico começou a funcionar novamente, botando em minha cabeça momentos em que eu esqueci de agir com o coração e agi conforme era mais lógico, prático e sistemático. Por que? Eu sempre achei que o gostoso da vida realmente é arriscar, é liderar, é querer o tudo apostando o nada. E quando a música acabou, antes que começasse a música “Minha Vida” e eu começasse a lembrar dos pés na bunda mais tensos que já tomei, eu resolvi colocar Jack Johnson e voltar pra casa relaxando.

Quando o Amir e o Goiano, que são meus trutas da USP me mostraram Jack Johnson me dizendo que acalmava, eu meio que duvidava. Mas poxa. Ter isso no carro realmente é orgasmático. Sei lá, eu teria dormido no volante se eu não estivesse empolgado cantando junto e mexendo a cabeça igual um daqueles cãezinhos que ficam em lojinha da estrada com o pescoço solto. De um lado pro outro, de cima pra baixo, uhul! Doggy Style.

Enfim, pouco antes de chegar em casa ouvi “Maneiras”, do Zeca Pagodinho, cantada pelo sambô. E isso foi pra encerrar meus devaneios no volante, enquanto eu pensava em como a minha vida era minha, e que ninguém tinha nada a ver com porra nenhuma do que eu faço. Nem com porra nenhuma do que eu penso. Se meu cérebro é um idiota ainda maior do que eu mesmo, bom pra mim. Afinal, o que eu filtro é problema meu. E dos meus glóbulos brancos. E talvez do meu rim. E se alguém tiver que me dar esporro por uma piada ruim que eu não soltei, que seja o meu intestino grosso. (HÁ! GROSSO.)

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4 responses to this post.

  1. Como sempre, serei a primeira a comentar as esquisitisses que você posta nesse blog.
    AAAH, QUE LINDO, GANHEI BEIJO *-*, beijos, cretininho!
    Enfim, confesso que tenho uma puta curiosidade em saber o que você filtra, mas mal aguento o que você fala, brinks, aguento sim, não temos segredos mais, né amorzinho?OPAKSPOKS
    E, é, tá na hora de parar de apostar nada, você é um louco nem tão insano e inconsciente, afinal, tem tanta coisa que normalmente era pra você fazer e não faz e isso não ta fazendo nenhum sentido, ainda bem que as pessoas não leem os comentários e muito menos os posts haha.

    bom, vitinho, como sempre, me identifiquei.

    beeeijos

    Responder

  2. Posted by guidj0s on 15 de novembro de 2009 at 5:59 am

    e quem disse que ninguém lê? 😛

    Requiem for a Dream é tensão. IAUEhIUWhAWeh

    N curto muito jack johnson, prefiro uma reggaera se tiveh afim de relaxa, + que se foda, se funciona pra vc e pro seu rim e pros seus glóbulos brancos jah tah de bom tamanho.

    😉

    Responder

  3. Posted by Shadão on 17 de novembro de 2009 at 4:55 pm

    Opa John quanto tempo irmão.
    Eu acho que é possível existir beleza tanto na racionalidade quanto quanto nas emoções cara, mesmo minha lógica de biólogo dizendo que na maioria das vezes as emoções atrapalham por mimimi da evolução. Interessante essa sua visão cara, me fez rever algumas coisas.
    Btw, não ouço seus programas há um bom tempo heim. Me desculpo usando “o ano de vestibular, sabe como é”.
    Ultimamente recomendo um progressivo malucão para relaxar. Mas cada um com sua música né.
    Mta jmusic
    Shade

    Responder

  4. Belíssimo texto! 😀
    Confesso que, quando li o título, pensei: “Droga, o JVJ dormiu no volante e sofreu um acidente”.
    Para sorte de nós dois, não foi isso, porque eu não estava a fim de ir no hospital te visitar, confesso.
    Com certeza, esse post apresenta uma coletânea de sucessos de outros tempos.
    Amei.

    Responder

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