100 fatos sobre JVJ.


SÚDITOS DE VOSSO GRANDE REI! Vim fazer este que deve ser o MAIOR post que já fiz. Mas é bem simples, prático e é bem legal. É uma brincadeira que começou no Twitter, que eu vi a minha querida @mari_figueireido brincando e resolvi brincar. Escrevi 15 no Twitter, mas pra não incomodar, terminei no Bloco de Notas. Quem quiser, tá aí: 100factsaboutme, ou, 100 fatos sobre JVJ, a maior lenda do blogueirismo internacional.

Beijos! Segue a lista!

1. Uso óculos desde os 4 anos de idade.
2. Tenho 21 anos, feitos na última 4ª feira (16/03).
3. Desenho pintos MUITO bem.
4. Fiz uma animação de um pinto com roupa de superman, chamada “Liga da Linguiça”.
5. Eu rio até hoje quando vejo a animação.
6. Me distraio facilmente… olha, uma mosca!
7. Tenho um irmão mais velho de sangue. (@BrunoFaglioni).
8. Meu número favorito, 8. #VIDANE8 CRAQUE!
9. Tenho um irmão mais velho de sangue de tia, meu primo. (@FelipeFaglioni).
10. Curto o pelé, gosto mesmo, apesar de não ter visto ele jogar.

11. Romário é minha grande inspiração no futebol, melhor jogador que já vi jogar e o motivo de eu gostar do vasco.
12. Torço pro vasco.
13. Nasci em Araraquara, interior de SP. E mesmo assim, torço pro vasco. Mé.
14. To gordo, mas ainda vou em mim.
15. Sou MUITO fã do Charles Bronson, e tenho os filmes do Desejo de Matar em DVD.
16. Tenho 2 irmãos de dar sangue por eles, Goiano e Amir, melhores amigos que a vida me deu.
17. Sou metido a engraçadinho desde sempre.
18. Já passei muita vergonha por pensar que eu não tinha vergonha.
19. Se somar tudo na minha vida, vou ver que, majoritariamente, tomei no cu.
20. Não somo tudo na minha vida pq sou mais otimista do que realista.

21. Sou cristão, católico e exercito a minha fé.
22. Moro no mesmo quarteirão da igreja na qual fui catequisado pela minha avó e mãe. E a frequento semanalmente.
23. Faço Ciências da Computação na USP de São Carlos.
24. Sempre fui nerd.
25. O 1o personagem que eu imitei foi ALF, o Eteimoso.
26. Eu imitava o Silvio Santos MUITO bem até uns 16 anos.
27. Eu não bebia até os 19 anos.
28. Não uso drogas, não gosto e não pretendo experimentar.
29. Mas não julgo quem use, não me meto na vida dos outros.
30. Porém, palpito na vida de amigos no que eu acho que posso ajudar.

31. Sei dar conselhos, mas nem eu os sigo.
32. Ajo mais racionalmente do que passionalmente.
33. Até por isso nunca entrei numa briga. Apesar de ser muito esquentado.
34. Tenho um temperamento forte às vezes. Mas consegui controlar a minha ansiedade e nervosismo ao longo dos anos.
35. Comecei a minha vida na internet pelo mIRC, no #DBGTArena da BRASNet.
36. Sou moderador da Mugen Brasil (MGBR), fórum que frequento desde 2002.
37. Fui tradutor Inglês-Português do Hyrule Legends (Zelda.com.br), e fiz parte da tradução de alguns jogos (Majora’s Mask, por exemplo).
38. Sou MUITO criativo.
39. Criei alguns personagens na minha vida, entre eles o Vovô Irineu, a Dolores, o Piliguinha, o Edcarlos e o Testostirinhas.
40. Virei dublador ano passado.

41. O Vovô Irineu nasceu num dia em que eu estava bêbado.
42. No mesmo dia, nasceu o nome de Dolores.
43. Tudo isso era um xaveco de fim de festa. Não deu certo, óbviamente.
44. Fiz uns 3 anos de teclado, de 96 a 99.
45. Nunca levei jeito pra teclado, e sempre fui vagabundo pra estudar. Resultado: não toco bem.
46. Fiz baixo de 2000 a 2006.
47. Era baixista de uma banda chamada ColdFire, composta pelo meu primo e irmão (já citados), como guitarrista-solo e guitarrista-base/vocal, respectivamente, além do nosso amigo Conrado na bateria.
48. Nossos nomes na banda eram: Robruno Plant, Felipage, JohnVeeJones e Con Bonham.
49. Óbviamente, essa é a história do meu nome nerd da sinternets.
50. Óbviamente², nossa maior inspiração era Led Zeppelin.

51. Eu gostava muito de tocar, e baixo, sei tocar até hoje. Até acredito que hoje, que não faço mais aula, eu to melhor do que naquela época.
52. Aprendi sozinho a tocar o mínimo de violão que eu sei. Mas foi na marra, só com o que eu sabia de baixo e vamo que vamo.
53. Odeio Dyer Maker graças à Claudia Leitte e a um vídeo da nossa banda tocando essa música em uma performance HORRÍVEL.
54. Eu me acho engraçado, de verdade. E se você não acha, foda-se.
55. Quem me conhece, sabe: eu sou tímido no começo.
56. Mas, me dá uma tarde e uma cerveja e eu já roubo a liberdade de qualquer pessoa que seja.
57. Eu faço graça 100% do tempo, a não ser que tenha algo de errado.
58. Quando tem algo de errado, eu não disfarço. Fico grosso, chateado e nem sorrio.
59. Sou sincero demais.
60. Tem hora que eu ODEIO ser sincero demais, porque só tomo no rabo.

61. Fiz 2 anos de judô quando era mais novo. Peguei em 3o num torneio na academia, perdi pro meu irmão na semi final, que perdeu pro meu primo na final.
62. Fiz Kung Fu de 2001 a 2008.
63. Sempre quis lutar num campeonato, mas minha mãe nunca deixou. Depois de um tempo, parei de pedir.
64. Acho que ela tinha medo de eu me empolgar e sair dando porrada na rua. Justo, visto a falta de controle que eu tinha na época.
65. Meu irmão sempre foi mais forte do que eu.
66. Meu irmão sempre foi muito mais rápido do que eu.
67. Meu irmão é muito mais bonito do que eu.
68. Meu irmão é muito mais talentoso que eu, toca violão e canta que é uma beleza.
69. Mas eu sou muito mais alto do que ele, hoje em dia. E isso conta.
70. Quando eu era mais novo, arrancava as calças em QUALQUER lugar que eu estivesse.

71. Quando minha mãe engravidou de mim, ela tava usando Diu.
72. Pra ajudar, eu nasci em 16 de março: dia do Plano Collor. Todas contas congeladas, vai comprá fralda pro menino aqui como?
73. Torci o tornozelo direito 3 vezes, e rompi o ligamento talo-fibular anterior.
74. Gosto de jogar bola.
75. Não fui eu que inventei o nome “Vidane”, mas sim, meu irmão. Um amigo do meu tio me chamou de Zidane um dia, e meu broder adaptou.
76. Óbviamente que não acho que jogo bola igual o Zidane. É muito pouco pra mim, sou o Capitão VIDANE!
77. Tenho faixas de capitão e realmente encarno o espírito de liderança. Tenho isso, e não é pose.
78. Meu irmão e meu primo jogam bem melhor do que eu, e eles que me fizeram gostar de futebol.
79. Eu era São Paulino, mas descobri que gostava de mulher. Virei Corinthiano.
80. Eu era Corinthiano, mas descobri que nem era marginal. Virei vascaíno.

81. Fiz natação em diferentes épocas da minha vida, e gosto pra caramba de nadar.
82. Sou competitivo, até certo ponto. Não gosto de perder, mas não fujo de um desafio.
83. Desprezo babaca de balada.
84. Gosto de samba, hard rock, blues, jazz, funk, soul, sertanejo, música romântica, enfim: tudo menos techno.
85. Acho que DJ não é músico, e desprezo a raça.
86. Não era bom dirigindo carro manual porque logo depois que tirei carta só dirigia o automático. Hoje to bão.
87. Passei no vestibular direto do 3o colegial.
88. Moro em São Carlos com o meu irmão, que faz Engenharia Civil também no CAASO (USP, São Carlos).
89. Sou um cara que não tem muito pêlo.
90. Eu acho que tem 3 caras fodas que todo homem deve seguir: Sidney Magal, Wando e Fábio Jr.

91. Desde 2006 apresento programa de rádio On-Line. Comecei fazendo o Ponão Ao Vivo na Rádio PDM, e depois o Show da Virada na Rádio Blast.
92. Sou o dublador de Rebosteio, série animada feita com o meu amigo Alexandre Velloso (@Xande22) em parceria com Leonardo Amaral (@peixeaquatico) 🙂
93. Sou muito orgulhoso pelo Rebosteio e por tudo que produzi para o Show da Virada. Me sinto produtivo, e coloco a criatividade pra funcionar.
94. Assisti a copa de 94 e ainda lembro de algumas coisas. Da comemoração, por exemplo.
95. Até pelo fato da minha mãe ser professora de inglês, eu sou fluente no idioma.
96. Tenho siricutico com quem fala: “Manda pra mim fazer”.
97. Não ligo pra nojeira, dou risada.
98. Não ligo pra zoeira, sou o primeiro a chamar minha mãe de vagabunda nos lugares que vou.
99. Sou o cara mais leal que você vai encontrar.
100. Se pisar na bola comigo, eu vou até te perdoar, mas confiar em você denovo, acho difícil.

Busca-se um interpretador de sonhos.

Súditos! Fiéis e leais moradores do meu reino! Tenho o prazer em chamá-los de servos, e um prazer maior ainda de estar falando com todos vocês depois de tanto tempo. Deu saudades de visitar esse meu cantinho; feudo que me deu tanta liberdade durante momentos cruciais dos últimos anos. E estou aqui mais uma vez para explicitar um desejo deste que vos fala, vosso Rei. Um nada humilde, multi-talentoso e extremamente egocêntrico líder que rumará nossa nação à potencial vitória!

A todos que têm fé no que digo, agradeço. Aos outros peço que saiam. E é com essa declaração que eu inicio o meu pedido de hoje: precisamos de um interpretador de sonhos real, que viva no palácio, e esteja disponível quase que diariamente. Isso dado ao fato de que vosso Rei não aguenta mais acordar, dia após dia, com algo insano em mente. Que paçoca é essa que têm acontecido comigo, dá pra alguem me explicar?

O mais recente, que eu tive durante (parte) desta noite, foi um pesadelo. Antes de contá-lo, devo explicar aos novos vassalos: eu tenho 2 animais reais no palácio do feudo de Araraquara: o Théo, cachorro do povo, símbolo da justiça e da fraternidade; e o Louro, papagaio do caos, símbolo da guerra e da caixa de ração que ele mesmo come. Enquanto o Théo é um poodle fofo e muito feliz, o Louro é o oposto: raras as vezes em que chego perto dele e ele não ensaia uma bicada, com sua afiada mandíbula agarrando algo que seria meu dedo em um espaço de tempo brevemente anterior.

Mas o meu sonho foi na feliz noite de quarta-feira, 27 de outubro, no pequeno palácio de São Carlos do Pinhal. Sonhava eu, que estava em meu palácio real, em Araraquara, tendo mais um dia comum, enquanto o Louro passeava pela casa e subia nos móveis. Logo logo, apareceu outro Louro. Dali pra frente, outro. E mais outro. E quando me dei conta, uns 8 papagaios perambulavam pelos arredores e corredores de minha humilde moradia, o que me causou desespero. Imagina setecentas galinhas verdes correndo atrás de você para te dar uma bicada. Quando entrei em meus aposentos, meu quarto, percebi que A FONTE DE TODOS OS PAPAGAIOS ERA A MINHA CAMA. E INFINITOS PAPAGAIOS SAIAM DE LÁ. Acordei suado, tenso, desesperado. E dei graças a Deus que o Louro é um só.

Em outro exemplo, acontecido na noite de Domingo para Segunda da mesma semana, é um conto que gosto de chamar de “La Perseguición del Diablo”. Isso porque o sonho consistia no Danny Trejo, o popular Machete, roubando a minha casa, e correndo atrás de mim com facões. O sonho acabou como? Após muita correria, perseguição de carro e até mesmo batida, eu consegui vencê-lo com uma telefonada na cabeça. Fato: mexicanos não gostam de telefones, e hoje eu sei o por quê. Tá, talvez não fosse um fato, mas enfim: hoje decreto LEI.

El diablo

Danny Trejo: compacto pra quem vê, gigante pra quem foge.

E, enfim. Esse post consiste em pedir humildemente um interpretador de sonhos. Onde foram parar? Nos tempos bíblicos eles estavam por todos os lugares, não é possível que é tão difícil encontrá-los. Vamos, servos! Vassalos! Súditos! Ridículos! Trabalhem para o seu Rei e me ajudem a encontrar uma pessoa capaz de interpretar até mesmo os pensamentos mais inexplicáveis da humanidade.

Claro que, sendo superior à todos vocês, eu estou um passo adiante: já tenho minhas próprias teorias sobre o significado de meus sonhos. Mas prefiro esperar um profissional para analisar a minha mente brilhante e opinar sobre o assunto. Se o meu tio ainda jogasse no bixo, eu com certeza iria mandar que ele apostasse em Papagaio. Será que tem papagaio no jogo do bicho? Bom, se não tiver, DECRETO POR LEI QUE AGORA HÁ. Pode apostar, tio.

Mas, poxa, e o Danny Trejo? Enfim, existem algumas perguntas que é melhor que fiquem sem respostas. A verdade que aqui busco é indubitável: alguem há de conversar comigo e dedicar-se a interpretar os meus sonhos. Quem conhece o seu líder aqui, sabe muito bem que a criatividade sempre foi o seu charme. Insanidades que se tornam sãs a partir do momento no qual se tornam dualmente possíveis e impossíveis. Tá difícil de entender?

Partindo do mesmo pressuposto que pessoas utilizam quando querem mentir utilizando histórias bem-articuladas, que levam a algum lugar. Não é mentira de situação, mentira de ocasião: é mentira de necessidade. E o pressuposto para uma boa mentira, é simples: ou deve ser algo simples, fiel e possível, ou algo ABSURDO, INFIEL E IMPOSSÍVEL. O quão pior, melhor. Por que?

Porque algo deve ser acreditável ou inacreditável o suficiente para que alguém se interesse pelo assunto, e, ao menos, te dê atenção.  E aí, meu amigo, deite em cima. Para as idéias imbecis, é a mesma coisa: se você pensar em algo simples, corriqueiro, rotineiro, o seu pensamento será algo útil. Boring. Mas útil. Agora, se abrir a sua mente e pensar em algo absurdamente tecno-vipérico, umbigalficamente assombroso e ararísticamente logístico, e começar a jogar coisas absurdas em um parágrafo torto, a sua idéia tomará uma forma completamente nova que irá se transformar em algo interessante, assim transformando-se em algo útil, por mais inútil que fosse no princípio.

E é toda essa criatividade, que consegue pensar em todas essas coisas, que precisa de um rumo; um guia. Um interpretador de sonhos, na verdade. Que tenha disponibilidade de estar sentado comigo ao banquete do café da manhã, enquanto saboreamos bolos de cenoura e sucos de ervas do campo. E que possa compreender ao menos quinze porcento de tudo o que eu penso. E me explicar, logo em seguida.

Busca-se um interpretador de sonhos. Paga-se mal. Ou não se paga. Mas garanto muita diversão.

Abraços cordiais, do sempre vosso,

o REI.

Vem pro pau, Rotação!

05

É sério. To cansado dessa porra. Esse mundo fica girando, e as coisas vão mudando, e a hora que você vê, tá gritando “Parem o mundo que eu quero descer!”.

Não, eu não vou me matar (para o delírio dos 39218 membros do meu fã-clube que deve estar perdido em algum lugar por aí, e ainda não me descobriram). Até porque, isso é coisa de covarde, de maricas e de meninos Pocahontas. Eu só to cansado demais disso tudo. Tudo tá mudando sem me avisar, lambreta, e essa merda tá cada vez mais osso. Mais osso do que o Brasil perder a copa. Mais osso do que o Vasco cair DENOVO pra série B. Mais osso do que, sei lá… o fêmur!

É uma reação em cadeia, que parte desde as coisas mais simples e gerais até as mais complexas e íntimas. Lista a seguir com exemplos clássicos, simples e extremamente apocalípticos, se assim me permitem dizer (ordenados em ordem randômica, vide que fui tacando coisas assim que lembrava, e tive preguiça de ordenar cronológicamente):

  • Gugu saindo do SBT e indo pra Record.
  • Faustão ficando magro.
  • Josué em sua segunda Copa do Mundo.
  • Maradona livre do pó.
  • Filosofias de Cléber Machado.
  • Possessões Demoníacas que puxam perucas de patrões MAÍSA.
  • Schwarzenegger Governador. Clodovil e Frank Aguiar eleitos. Dilma candidata.
  • Filme do Dragonball. Live action. (Ah vai, pelo menos a Bulma é comestível)
  • Crianças emocore
  • Filmes novos com zumbis inteligentes que atiram e bolam táticas. (Que porra é essa gente, eles só deviam comer pessoas)
  • Mallu Magalhães (inclua aqui a fã do Restart que fala ‘s2 s2 coraçãozinho’, ê sinal do fim dos tempos)
  • Pessoas que acreditam na profecia de 2012, feita por índios que nem usavam calças e tinham um calendário redondo.
  • A volta do Programa do Ratinho.
  • CD’s de Música de Roberto Justus e Gilberto Barros.
  • Rogério Skylab.
  • The Rock fazendo filmes infantis.
  • Bazé.
  • Anônimo da Teamplay, bruxão.

Entre muitos outros sinais extremamente infernais que assombram a humanidade. E eu só citei as coisas simples, pra não falar das mais complexas, como o fato deu estar percebendo que o que eu tinha como conceito de ‘amizade’ caiu por terra, e que tempo de amizade não tem nada a ver com qualidade. Digo isso porque foram raras as vezes que eu chorei de saudade. De saudade antecipada, então… Mas terça-feira, graças à despedida de um dos 2 melhores amigos que fiz na faculdade, realizei o feito com maestria, aos 20 anos de idade, pura marmanjice. E isso tudo por um cara que eu conheço desde, sei lá, começo de 2008?

É. Mas a gente já viveu, bebeu, cantou, dançou, discutiu, besteou e se animou junto mais do que muita gente faz em 10, 15 anos. Isso porque a gente viveu anos intensos (nós 3, só pra deixar claro, e de maneira extremamente heterossexual), indo atrás de almoço, janta, aula, prova, futebol, cachaça, mulher, rock’n’roll e gueimes, e até quase morremos junto. FATO. (PS: Isso eu conto em outro post, outro dia: sim, eu sou um survivor).

E, de repente, tudo muda. A amizade não acaba, não termina, mas a convivência, perde. E isso que alimenta a amizade, sei lá. Mas sei que com esse cara não vou perder contato, até porque, se ele tentar fugir, eu apareço na casa dele, sequestro todo mundo e encho ele de porrada. Porque eu sou mal, uso jaqueta preta, moicano e pulseira de espinho. Fora os piercings e as tattoos. Prosseguindo, vai.

Mesmo assim, a longo prazo, tudo muda. Uma hora você curte o Schwarzenegger porque ele é bombado, aparece pelado depois de um raio, anda de moto e é um ciborgue do futuró que fala “Hasta la Vista, Baby”. Na outra, você curte o Schwarzenegger porque ele é o governador da Califórnia e, ainda assim, tem a espada do Conan no gabinete.

Conan! Ta-dá!

Foda, ou não?

Enfim, tá tudo fodendo. Eu lembro quando eu tava no colegial, parece que foi ontem, e eu ainda era apenas um maluco nerd que jogava DOD, fazia programa de rádio e não tinha sorte com mulher. É, tá bom: algumas coisas não mudam. Mas sei lá, às vezes dá a impressão de que só eu não mudei, saca? Não que eu esteja parado no tempo, veja bem: eu mudei fisica e psicológicamente, sou muito mais grosso, ignorante, macaco-velho e malandro do que eu era na época. Mas a base fica, sabe? Algo que define quem você é, sei lá. A coisa em você que atraiu os seus amigos a ficarem próximos de você, ah, isso fica. Ou tem que ficar.

A vontade que dá é de mandar tudo a (Felipe) Merlo, e tocar a vida deixando o que mudou pra trás. Mas não dá. Eu vejo o Faustão magro apresentando video-cacetadas e falo “Caralho… em algum lugar nessas pelancas que sobraram tá o gorduchinho que eu sempre curti”. E continuo fiel. A mesma coisa com os amigos que, ao meu ver, mudaram, né. E até que naturalmente, não culpo ninguém por mudar nem nada. Isso era mais do que normal que fosse acontecer.

Eu só culpo quando a mudança é forte o suficiente pra danificar as bases que criaram os laços. Aí, acho que cabe às pessoas analisarem se elas se sentem bem com quem elas são hoje, e se vale a pena continuar a traçar um caminho que até pouco tempo não tinha nada a ver com elas.

Enquanto isso, eu vou jogando meu X360. Meus gueimes nunca me abandonaram, jamais. Graças a Deus.

Se eles mudassem, aí sim que eu matava tudo e saia pelado na rua estuprando mendigo.

Boa noite pra vocês que não acharam o pau no lixo.

Daonde saem as idéias geniais? Puta que o pariu!

Eu tinha tudo pra tar puto. Tinha tudo pra tar nervoso, revoltado, por ter perdido um DVD na gravação de uma bosta de filme. Mas não. Aconteceu algo que me trouxe um sorriso no rosto, algo tão óbvio e dedutível que jamais eu imaginaria. Aliás, perdão, pulei as introduções formais e fui direto ao ponto. Olá, como vão vocês? Tudo bom? Espero que sim. Porque comigo, há alguns instantes atrás, não estava. Na realidade, perto de uma hora atrás eu tava explodindo de infelicidade.

Hoje é madrugada de segunda para terça-feira, da semana santa, e eu to de folga a semana toda pois a USP não tem aula durante esse período. E sexta-feira, meu primo e meu irmão gravaram Shutter Island, filme novo do Scorcese que tem em seu elenco como personagem principal o eterno Jack Dawson, Leonardo di Caprio. Aliás, todo garoto homem da minha geração é instruido a pensar que o Leonardo di Caprio é um gay babaca. Eu ainda acho isso. Mas ele namorou a Gisele Bündchen e a Bar Refaeli. E eu, err… Deixa quieto, Bazé.

Namoradinha do Di Caprio

Enfim, Shutter Island (que acho que se chama “Ilha do Medo” em português), tem a premissa de um filme bacana. Começa com dois agentes federais indo à uma ilha onde tem um hospício só para os criminosos. Um desses é o Di Caprio. Eles vão pra resolver um assunto de uma criminosa, a mais perigosa da ilha, que fugiu. Até aí, você lê isso, e vai ver o filme, né. Porra, é do Scorcese. O cara que dirigiu Goodfellas (Os Bons Companheiros, um dos melhores filmes de mafia que existem, por momentos melhor até que o excelente e supervalorizado Godfather) não ia fazer um trem bagaçudo.

Pois to avisando, esse parágrafo tem spoiler. Os seguintes também podem ter. Mas eu não recomendo o filme pra ninguém, então leia. Enfim, prosseguindo: você passa duas horas vendo o filme. DUAS HORAS. Não é brincadeira não. Não é mandioca não. Não é bruxólise não. E o assunto vai ficando tenebroso, você não entende nada do filme. Ele começa a pirar, tremer, vê uns caras malucos, aparece uns malacos pelados (de piru de fora mesmo, tão desagradável como a enorme piroca azul do Dr. Manhattan em Watchmen, que é maravilhoso – o filme, não a piroca) e uns outros malacos arrebentados e pinéis. E chega um ponto que você com certeza pensa: ou esse cara é louco, ou o filme não faz sentido. E no fim do filme, você descobre que o personagem principal, aquele por quem você torce e quer ver bem, é LOUCO DE VERDADE! E O FILME NÃO FAZ SENTIDO PORQUE NÃO FAZ MESMO, ELE É LOUCO! MATOU A MULHER, QUE MATOU OS FILHOS, QUE eram todos gordinhos e cuti-cuti e não fizeram nada de errado. Então ele decide morrer. FIM. Mais broxante que isso, acho que só baixar porno e descobrir que é gay quando tá assistindo. Não que já tenha acontecido, mas deve ser.

Enfim, imaginem a minha situação. Desliguei o filme, e pus na HBO. Decepcionados, eu e meu primo, desolados. A primeira imagem da HBO às 4 da manhã é uma mulher comendo as entranhas de outra pessoa. Comendo a carne mesmo, babando sangue. Uma espécie de vampiro que não se contenta em beber, mas também come. Outra cena: um corpo pingando sangue, ela pega uma caneca, enche de sangue e bebe um golaço. Sem entender muito, fui ver o nome do filme no guia: Escuridão Total. Voltei pra HBO.

Me deparo com mais cenas de arrepio e de péssima atuação, e a explicação vem à tona. No meio da minha tristeza, no meio do meu desespero, alguém teve a idéia mais espetacular que o mundo já teve. Aparece Steven Seagal. A primeira coisa que me vem em mente: VAMPIROS, COM STEVEN SEAGAL. EXISTE ALGO, HOJE EM DIA, COM CHARLES BRONSON E CHUCK NORRIS APOSENTADOS, MAIS BRUTAL E INTRIGANTE QUE ISSO? A resposta é não. Era óbvio que Deus colocou um filme na HBO pra sanar minha necessidade de assistir um filme. Resolvi assistir até o fim.

Ver o maluco de rabinho com uma espada gigante nas costas, decapitando a vampirada enquanto o elenco de apoio vai morrendo enquanto ele tá longe, e sobrevivendo milagrosamente às custas dele, é impagável. Isso me fez pensar, quem foi o gênio que pensou nisso? Quem conhece o Seagal sabe que os filmes dele são todos na marra: ele não curte armas de fogo. Curte quebrar braços, cotovelos, deslocar ombros e brincar de Aiki-Dô com a galera. E vampiros não são as criaturas mais fáceis de se matar. Mas pra ele, tsc tsc. Ele usa uma arma no filme todo, que é uma calibre 12, que ele usa em duas cenas e já entrega pra um cara. Dá pra sentir o prazer dele no mano a mano.

Não dá pra igualar, não dá. To me sentindo completo. Vou terminar de ver o filme aqui, saboreando com entrepidez o presente divino que caiu no meu colo. É o filme com os vampiros mais fracos e burros que eu já vi, pouquissima gente morre até então, mas enfim. O ar da graça é esse. A verdadeira criatura imortal aqui é Steven Seagal, não esses manés chupadores de bife humano. Passou uma cena dele agora, por exemplo. Durou 10 segundos e ele matou 7 vampiros com 3 espadadas. Enfim.

Obrigado Di Caprio, volte a pegar a Refaeli. Obrigado Seagal, continue matando seres míticos. Queria saber qual é a próxima idéia de gênio que vão ter, sei lá. Vão inventar um microondas inverso que gela algo rapidamente, o que é bem útil quando se tem coca quente por exemplo? Só o tempo dirá. Só torço com os dedos cruzados para que Steven Seagal esteja no meio.

Abraços.

Devaneios no Volante

03Antes de mais nada, quero só fazer um adendo: quem for ler e comentar esse post, leia e comente também a nova página que coloquei no blog, “Auto-Biografia de uma Criança”, ali em cima do post, ó! Enfim, prossigo com o post de hoje.

Quem acompanha o blog ou me conhece já sabe que eu faço faculdade em São Carlos – SP, mas sou de Araraquara, que é cidade vizinha. Nessa sexta, 13 de Novembro, um dia depois do aniversário de meu caro amigo Bruno “Fade Comedor de Carniça Matador de Zumbi Sangue no Zóio Xiter no Perfect Dark e Parça Gamer desde 1996” Silva, voltei pra terrinha natal pra passar o final de semana. Enquanto isso, tá rolando uma festa boa pra caramba em São Carlos que não fui por escolha minha mesmo.

E às 3 da manhã, resolvi postar aqui, fato que venho querendo fazer há muito tempo, mas só fiz hoje porque tive um incentivo da Anninha, meu estepe da Rádio que só me ligava quando tinha problema, mas agora me liga pra contar dos peguetes dela também. Bacana, né? Apesar de eu ficar me sentindo boladão por que pareço amigo gay. Nem sou gay. Mas amigo eu sou, e prometi mandar um beijo pra ela nesse post, então to mandando agora. Beijo Anninha! Cretina!

Enfim, hoje a noite acabou cedo pra mim. Eu queria assistir 2012, mas o pessoal daqui não estava presente em massa então acabei indo comer comida árabe numa lanchonete aqui. De bucho cheio, minha noite acabou 23h. 23h. ONZE DA NOITE. Eu não voltava pra casa antes da meia noite numa sexta feira acho que desde 2007, quando troquei a sexta dos GAMES pela sexta dos BRODER (fato que me arrependo levemente em algumas noites de sexta, pra confessar).

Enfim, como eu tava de motorista da galera, à meu próprio pedido já que eu queria muito dirigir por aí, fiquei dirigindo depois de levar o pessoal pras respectivas casas. Passei na frente dos lugares badalados de Araraquara (que não passam de 3 ou 4), vi bastante gente e fiquei levemente puto. Levemente puto porque eram 23 e pouquinho da noite e eu já tava indo pra casa.

O bacana disso tudo é que eu gravei um CD novo que eu deixei no carro. E nele tem Lux Aeterna, do filme “Requiem para um Sonho” (Requiem for a Dream). É simplesmente a música mais tensa do universo (você vai pensar que não conhece, mas se “youtubar” e ouvir, vai reconhecer, aposto minha benga). E no que a música vai ficando tensa com os violinos, eu olhava pra rua. Aquela música foi capaz de transformar um momento comum como um cara tirando uma laranja de uma sacola plástica em um momento altamente dramático, já que no momento exato em que a intensidade do violino aumentou ele arrancou a laranja da sacola e deu uma lambida tristonha nas próprias beiças, desejando a fruta esférica como se fosse a última laranja que ele vai comer no último dia de vida dele na PRISÃO.

Enfim, muita gente diz que a minha mente é insana. E eu confirmo, é sim. Como disse o Pirata, um amigo meu na faculdade, hoje no bandeco: “E isso é o que ele põe pra fora… Imaginem o que ele filtra!”. Graças a Deus vocês não fazem idéia das bizarrices que passam pela minha mente e eu deixo guardada aqui só pra ANIMASSAO do meu coração. Acho que eu to num nível de imbecilidade que eu to fazendo show de humor particular pros meus órgãos internos e pros meus glóbulos brancos, retendo um milhão de piadas sujas e boas em momentos que ninguém está do meu lado para ouvir.

Enfim, acabando Lux Aeterna voltei à pasta de Sambô pra ouvir Logical Song. Enquanto isso, eram quase 23:30 e eu ainda estava na rua. E realmente comecei a pensar no que a música diz: sobre o quanto a vida é maravilhosa no início, mas depois a humanidade e o mundo fazem com que passemos a ver as coisas de maneira lógica, racional e crua. A vida perde a sua magia e o seu encanto, e a gente acaba se tornando, no literal, vazios. E a gente perde a nossa identidade, e como diz a música,

“There are times when all the world’s asleep
The questions run too deep
For such a simple man
Won’t you please, please tell me what we’ve learned
I know it sounds absurd
But please tell me who I am”.

E meu cerebelo paralítico começou a funcionar novamente, botando em minha cabeça momentos em que eu esqueci de agir com o coração e agi conforme era mais lógico, prático e sistemático. Por que? Eu sempre achei que o gostoso da vida realmente é arriscar, é liderar, é querer o tudo apostando o nada. E quando a música acabou, antes que começasse a música “Minha Vida” e eu começasse a lembrar dos pés na bunda mais tensos que já tomei, eu resolvi colocar Jack Johnson e voltar pra casa relaxando.

Quando o Amir e o Goiano, que são meus trutas da USP me mostraram Jack Johnson me dizendo que acalmava, eu meio que duvidava. Mas poxa. Ter isso no carro realmente é orgasmático. Sei lá, eu teria dormido no volante se eu não estivesse empolgado cantando junto e mexendo a cabeça igual um daqueles cãezinhos que ficam em lojinha da estrada com o pescoço solto. De um lado pro outro, de cima pra baixo, uhul! Doggy Style.

Enfim, pouco antes de chegar em casa ouvi “Maneiras”, do Zeca Pagodinho, cantada pelo sambô. E isso foi pra encerrar meus devaneios no volante, enquanto eu pensava em como a minha vida era minha, e que ninguém tinha nada a ver com porra nenhuma do que eu faço. Nem com porra nenhuma do que eu penso. Se meu cérebro é um idiota ainda maior do que eu mesmo, bom pra mim. Afinal, o que eu filtro é problema meu. E dos meus glóbulos brancos. E talvez do meu rim. E se alguém tiver que me dar esporro por uma piada ruim que eu não soltei, que seja o meu intestino grosso. (HÁ! GROSSO.)

O homem mais forte do universo

02Sabe quando você era criança, e qualquer vitória sua significava como se você tivesse se tornado o maior campeão de todas as galáxias? Então, é mais ou menos assim que eu tô me sentindo. Aquele sangue no olho de quem quer sair da aula mas sentou lá no fundo (e vai ter que atravessar a sala, e consequentemente o professor, com a maior cara de pau), a concentração de quem precisa peidar em um elevador lotado, e o arrepio na espinha de quem acabou de ver a ex namorada que tanto gosta com um novo cara. Eu acho que nem o Verón ou os outros jogadores do Estudiantes (que acabaram de ganhar a Libertadores da América em cima do Cruzeirinho dos meus amigos Kalkha e TchulioJoe [oie =*] ) estão se sentindo como eu.

E o motivo de tudo isso é bem simples: Street Fighter IV. Um jogo que me levou de volta à minha infância, sendo quase que um remake do meu jogo de luta favorito de todos os tempos (Street Fighter II). Semana passada eu troquei a placa de vídeo do meu computador e coloquei mais 320 GB de HD com o pensamento (não só, mas também) nesse jogo. E hoje resolvi comprar essa budega de uma vez.

Eu já tinha experimentado na locadora. Já tinha testado e gostado, mas não tinha jogado muito, assim não tive tempo de ligar o quanto o jogo era bom. Continuando, voltei do futebol junto com o meu irmão e meu primo e parei na locadora para buscar o jogo que eu tinha reservado pela tarde. Todo sujo, com a chuteira cheia de barro, mas enfim, foi necessário. Já de volta em casa, jantei dois pratos de feijoada enquanto o jogo instalava e assisti os minutos finais de Palmeiras e Flamengo (e consequentemente vi a conquista argentina do Estudiantes em pleno Mineirão [oie tchulio e kalkhaaaa]). O jogo terminou de instalar, eu tive que configurar os controles de PS2 que são adaptados no meu PC e aí estava livre pra jogar.

Enfim, tirei umas lutas com o meu irmão, e já estava achando que o jogo era do caralho à essa altura. Mas quando meu irmão cansou de apanhar (falo mermo), eu pude jogar o modo ARCADE. Quem conhece sabe que esse é o modo de jogo que envolve a história do mesmo, e o modo clássico de encarar os adversários um a um até zerar. Escolhi o meu xodó da série (o Ken), coloquei no HARDEST (porque eu sou o Dr. Eutanásia, o gueimer supremo e melhor matador de zumbis de Ibaté à Gavião Peixoto) e fui jogar.

A cada luta que passava era uma regressão. A cada hadouken, a cada shoryuken, a cada golpe que eu dava eu me sentia mais jovem. E depois de mais ou menos meia hora jogando, cheguei no chefão. Seth, um cara azul e semi-nu que possui um Yin-Yang no estômago. Um robô que parece o Dr. Manhattan e não tem a piroca de fora (mas é apelão pra porra, se é que me permitem a comparação completamente infeliz e sem graça). Resumo da história: levei quase uma hora pra arrebentar com esse filho da puta, mas percebi a manha dele à tempo hábil (antes que eu me emputecesse e começasse a xingar geral aqui em casa) e zerei a budega.

A emoção que eu senti foi EXATAMENTE A MESMA que eu sentia há uns 13 anos atrás, época que eu alugava Street Fighter II pro meu Super Nintendo e zerava com o E. Honda, apelando pra cacete. Um berro que acordou minha mãe, meu cachorro, meu pai, e deve ter acordado a vizinhança porque o meu PC fica na edícula do quintal. Aquela sensação de ser pintudo e de ter conquistado o universo que eu tinha quando fingia que eu era o Ninja Roxo e imaginava histórias cabulosas sobre meus amigos em perigo e como eu era o jebudo que seria o salvador da pátria.

Não olhem pra esse texto com olhos de “ah, que menino nerd da porra”. O que eu quero dizer com tudo isso é que hoje eu tive o prazer de reencontrar algo que me fazia feliz na infância, e de experimentar isso denovo. O que eu quero dizer é que eu sentia saudades dessa sensação. Eu sentia saudades de ser o salvador da pátria mais uma vez. É bacana ser pintudo. No fim, o que eu quero deixar com isso é uma dica pra quem estiver lendo: reencontre o que te fez feliz. Não to te falando pra voltar com a sua ex, to falando de proveito próprio. Reencontre o que te dava alegria, reencontre o que te fazia sorrir! Porque com certeza, quando você reencontrar, você vai ao menos esboçar um sorriso ao se lembrar de tudo o que já passou junto daquilo.

E no final, quem sabe você não vai se sentir um pouco mais bengudo, como eu?

Abraço.

Vitor Faglioni Rossi

Tô velho, merda.

01Para começar esse post, tenho que começar contando do ambiente. Hoje tive duas provas na faculdade, uma pela manhã e uma pela tarde, o que significa que passei ontem o dia todo estudando. Ao menos teóricamente, vide que eu estava na faculdade o dia todo mas sempre tirava umas horinhas pra me divertir, né. Voltei pra casa à noite e continuei estudando, até lá perto da uma hora e meia da madrugada. Entrei no quarto, assisti FRIENDS com o meu irmão é dormi.

Dormi e descobri que era o dia do sonho bizarro da semana. Sonhei que estava jogando bola com meu irmão, primo, alguns amigos E craques do passado. Craques como Tupãzinho, Casagrande, Célio Silva, Ronaldão, Paulo Nunes, Velloso. Pessoas cuja imagem eu guardo graças ao fato de ter sido um exímio e lendário colecionador de figurinhas (apesar disso, os cromados como Viola e Marcelinho Carioca não estavam no sonho, mas isso é irrelevante).

Foi um sonho, sem dúvida alguma, nostálgico. Acordei com aquilo na cabeça e com o nariz sangrando. Até aí nada fora do comum, vide que o ciclo menstrual do meu nariz tá completamente doido nos últimos tempos. Passei o dia todo preocupado com as provas que fiz e no tempo livre de estudos, eu pensava na minha infância, e principalmente, no chapéu que eu dei no Célio Silva durante o meu sonho, que foi um lance maneiro pra caramba.

Á tarde, ao fim de todas as provas, partimos (eu e alguns amigos) para o laboratório para estudar para a última prova (oficial) do semestre: Lógica Digital II. Quando a gente chegou nos computadores, entramos em choque: Michael Jackson havia sofrido um ataque cardíaco, e alguns minutos depois, teria sua morte decretada mundialmente.

Chocante. Chocante para mim, que cresci com o meu irmão dançando e cantando Michael Jackson a vida toda (tá, depois dos 7 anos ele parou de dançar e ficava mais cantando, mas continuando), e muito mais chocante para o meu irmão. Tenso. Denso. Lenço. Censo. Prosseguindo(enso).

O mais curioso é chegar agora pouco, 11 horas da noite, e eu parei pra pensar na minha infância: estou com 19 anos, no começo da juventude, e percebo que TODOS OS MEUS HERÓIS TÃO INDO PRO BELELÉU. Quando eu digo TODOS, é sem exceção. Real, virtual, dane-se. Todos.

Quer exemplos? Vou começar falando de pessoas de verdade que é menos chocante porém mais tocante. Ronald Golias, Dercy Gonçalves, o próprio Michael Jackson, Clodovil, Bernie Mac, Heath Ledger, Ayrton Senna, George Harrison, Beto Carrero e o herói dos meus heróis: Charles Bronson. Poxa, só faltam o Silvio Santos e o Sérgio Mallandro pra completar a geração que eu paguei pau durante a infância e adolescência.

Mas isso não é o bastante: além de tudo, todos os nossos heróis virtuais da infância estão enfraquecendo. Duke Nukem Forever foi cancelado, assim como Full Throttle 2. O Sonic já não aparece mais do jeito certo tem um tempão, as Tartarugas Ninjas já não são mais bonecões e ATÉ O DUBLADOR DO HOMER MUDOU! Goku, Seiya e Optimus Prime já não enfeitam as telinhas da TV como costumavam fazer todo dia das 17 às 19 horas.

Aos poucos, meus heróis vão sendo substituídos. Onde já se viu, o Power Ranger Azul ser mulher e o Amarelo ser Homem? Isso é um absurdo, revoltante, uma agressão ao clássico. As crianças já não aprendem mais com os Ursinhos Carinhosos. Ninguém liga pros empecilhos criados pelo Vingador aos nossos queridos aventureiros (e digo mais, quiçá devem saber quem é o Uni). A Eliana não apresenta mais um programa ao lado do Melocoton (apesar do Sério Rangel continuar mostrando a cobra ao lado dela). A Angélica se casou, e é mãe. E o pior de tudo: A SANDY CASOU.

A conclusão de tudo isso, olhando daqui pra trás, é simples: tô velho, merda. E a culpa é do governo. Nem é, eu sei. Só sei que eu me lembro de como as coisas eram, e tenho saudades. Sei quem são os Cybercops (inclusive o Lúcifer), lembro do gosto dos salgadinhos do Senninha e tenho até hoje meu primeiro videogame. Mas, tô velho, merda. Enquanto eu lembrar, excelente, vou me refugiar à minha memória e conversar com quem vivi naquela época para realizar uma tentativa ineficaz (mas sustentadora) de reviver tudo isso.

Mas como eu já disse, tô velho, merda, e que venha o Alzheimer pra apagar tudo isso.